Mito e Cultura: uma introdução à investigação
antropofágica da Filosofia Brasileira
Como em todas as civilizações as Mitologias exerceram a vitalidade de ser uma potência instituidora de sentido e matriz organizadora de toda vida social. Talvez pudéssemos pensar que, nos últimos cem anos, na velocidade dos acontecimentos que alteraram profundamente o modo de vida de praticamente todas as nações e etnias num estado de globarbarização líquida e agonal de sentido, não seria mais do que necessário pensar nossas matrizes instituidoras numa relação temporal de tudo àquilo que fomos primordialmente, no que presentificamos desse passado, e naquilo que projetamos para o nosso futuro. Mas a questão aqui colocada é pensar como a territorialidade do discurso filosófico influencia na cosmovisão da síntese. Esse é o ponto de partida desse trabalho. A partícula “como” é um dos pontos centrais da discussão, isto é, a possibilidade de pensar o vir-a-ser de tudo aquilo que foi e é, e o que estamos criando para o futuro a partir do agora. O prognóstico apresentado aqui sugere que Pensar como fazer Filosofia já é estar sendo esse modo de pensar, ou seja, ao nos perguntarmos se há a possibilidade de uma filosofia brasileira, já estamos imersos em nossa problemática.[...].
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